O que ela faz
A análise lê o que o Windows e os seus drivers já registraram por conta própria, e relata as coisas que sabidamente produzem um engasgo que dá para sentir:
- drivers que seguraram um núcleo do processador tempo suficiente para custar um quadro
- um monitor rodando abaixo da taxa de atualização que ele suporta
- opções de energia que deixam um núcleo cair para uma frequência da qual ele não se recupera rápido
- trabalho em segundo plano agendado com uma prioridade que disputa com o jogo
- ajustes que alguma outra ferramenta deixou para trás
Cada achado diz o que foi medido, por que importa e — quando existe — o que fazer a respeito.
Configurações que mudaram
Cada análise também anota algumas configurações que as atualizações sabidamente mudam sem perguntar: a velocidade da memória (um perfil XMP/EXPO), a integridade de memória, o plano de energia, o agendamento de GPU acelerado por hardware, as regras de prioridade de inicialização que o w0a definiu e a versão do driver da placa de vídeo. A anotação fica neste computador, em %LocalAppData%\w0a\settings-drift.json. Quando uma análise posterior encontra uma delas mudada no sentido que pode custar desempenho a um jogo, ou um driver de vídeo novo, um único cartão diz o que mudou, desde quando e se o Windows foi atualizado no mesmo intervalo. Nada é revertido: se foi você que fez a mudança, não há nada a fazer. O cartão some depois de 14 dias ou quando a configuração volta. A primeira análise só faz a anotação; só a partir da segunda há algo para comparar.
O que ela não faz
Ela não adivinha. Se não há nada mensurável errado, ela diz isso em vez de encher a página de conselhos genéricos. Uma análise que sempre encontra dez problemas está te vendendo as soluções, não diagnosticando a máquina.
Para dentro do jogo ela enxerga só em parte. Compilação de shaders, um asset carregando de um disco lento, um engasgo do lado do servidor numa partida online — isso tudo dá a mesma sensação e quase nunca deixa rastro aqui. Mas se você tiver execuções salvas do benchmark, a análise as usa como prova: quadros medidos claramente mais lentos que os vizinhos aparecem como um achado próprio. Se a análise sai limpa e mesmo assim você engasga em um jogo específico, isso é uma informação de verdade útil: a causa está no jogo, não no sistema.
Lendo os rótulos
Cada achado leva uma de quatro palavras, e não há porcentagens:
- COMPROVADO — medido nesta máquina, relevante e vale a pena agir
- PROVÁVEL — o mecanismo foi medido ou observado nesta máquina; não foi medido se é isso que você está sentindo
- CANDIDATO — está presente e é sabidamente capaz de causar engasgo, mas nada aqui prova que causou
- NÃO VERIFICADO — a regra não conseguiu rodar, então não se sabe nada em nenhuma direção
Resolva primeiro os itens COMPROVADO e rode a análise de novo. Mudar várias coisas de uma vez e medir depois não te diz nada sobre qual delas ajudou.
NÃO VERIFICADO não quer dizer limpo. Quando regras não conseguiram rodar, um cartão diz exatamente quantas — "N de M regras não puderam rodar" — e por quê. Uma análise com regras que não rodaram simplesmente não olhou para aquelas causas.
Rodando com um jogo aberto
Dá para abrir a página no meio do jogo sem risco. A leitura de hardware espera o jogo fechar — ler sensores toma um lock no kernel gráfico e ela mesma provocaria um engasgo a cada poucos segundos — enquanto a medição de tempo de quadro por ETW continua funcionando. As regras puladas por esse motivo são relatadas como puladas; rode a análise de novo com o jogo fechado para cobrir também elas.
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